Fazer uma tatuagem significa colocar pigmento dentro da pele. Mas, quando chega o momento de removê-la, surge uma pergunta bastante natural, pois se o laser quebra a tinta, para onde ela vai? A resposta envolve tecnologia, pele e, principalmente, o próprio organismo.
Esse processo, inclusive, chamou a atenção da CNN Brasil, que publicou uma matéria sobre o destino da tinta durante a remoção a laser e ouviu a Hell Tattoo para explicar como o corpo participa dessa etapa.
Mas, afinal, o que acontece depois que o laser entra em ação?
Durante uma sessão de remoção de tatuagem, o laser não funciona como uma espécie de aspirador que retira a tinta da pele. Na verdade, sua função é atingir os pigmentos e fragmentá-los em partículas menores. Depois disso, o organismo consegue lidar com esses fragmentos de maneira gradual.
Por isso, a remoção não acontece imediatamente após a sessão. Depois da aplicação do laser, começa uma segunda etapa, que depende diretamente da resposta do próprio corpo.
Quando o laser fragmenta esses pigmentos, os macrófagos podem fagocitar essas partículas menores. Em outras palavras, eles “englobam” os fragmentos e participam do processo de transporte pelo organismo.
Além disso, estudos sobre a distribuição dos pigmentos mostram que partículas de tinta podem alcançar estruturas do sistema linfático, incluindo os linfonodos.
Portanto, a remoção de tatuagem depende tanto da ação do laser quanto da resposta biológica do organismo.
O sistema linfático tem um papel importante
O sistema linfático funciona como uma grande rede de circulação e defesa do organismo, é ele que transporta diferentes substâncias e também participa da resposta imunológica.
Depois que o laser fragmenta o pigmento, o corpo continua trabalhando ao longo das semanas. Por isso, o intervalo entre as sessões é tão importante.
A pessoa pode sair da clínica depois de uma sessão e não perceber uma mudança enorme imediatamente. No entanto, o organismo continua atuando durante o período de recuperação e eliminação dos fragmentos.
Então a tinta vai para o fígado e depois para os rins?
Essa é uma explicação que aparece com frequência quando falamos sobre o destino dos pigmentos. Porém, o processo biológico é mais complexo do que imaginar uma rota única em que toda a tinta passa pelo fígado e depois sai pela urina.
Parte dos pigmentos pode ser transportada pelo sistema linfático e permanecer nos linfonodos. Além disso, o organismo processa diferentes partículas de maneiras diferentes, dependendo da composição do pigmento e de outros fatores.
Por que são necessárias várias sessões?
Se o laser apenas fragmenta os pigmentos, o organismo precisa de tempo para continuar trabalhando depois de cada aplicação.
Por isso, não existe um número universal de sessões capaz de determinar quando uma tatuagem será completamente removida. A avaliação precisa considerar as características de cada caso.
A tecnologia é apenas uma parte do processo
A evolução dos lasers transformou o cenário da remoção de tatuagens. Atualmente, equipamentos específicos conseguem trabalhar com pulsos de energia capazes de fragmentar diferentes pigmentos de maneira cada vez mais direcionada.
A escolha adequada dos parâmetros, a avaliação da pele, o conhecimento sobre diferentes pigmentos e o respeito ao intervalo entre as sessões também fazem parte de um tratamento responsável.
Na Hell Tattoo, a experiência acumulada ao longo dos anos está associada ao uso de diferentes tecnologias para atender tatuagens com características variadas.
E, como mostrou a recente matéria da CNN Brasil com participação da Hell Tattoo, entender o que acontece dentro do organismo ajuda também a compreender por que paciência, avaliação individual e intervalos adequados fazem parte de um processo de remoção responsável.



